Tecnologias para o tratamento de câncer de próstata podem reduzir sequelas

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), 60 mil casos de câncer de próstata foram diagnosticados no Brasil no último ano. Esse tipo de câncer é um dos mais comuns nos homens. Segundo o Dr. Rafael Coelho, uro-oncologista e cirurgião robótico do Hospital 9 de Julho, com a evolução da tecnologia, o câncer de próstata pode ser tratado com mais assertividade e menor risco de efeitos colaterais como a cirurgia robótica e a Hifu, ultrassonografia de alta intensidade.

O câncer de próstata é uma doença silenciosa e a detecção precoce é a chave para a definição do tratamento mais adequado e, em geral, com melhores resultados. diminuir os riscos de impotência sexual e incontinência urinária. O Dr. Coelho explica as duas principais formas tecnológicas de tratamento:

Cirurgia robótica

Normalmente, a indicação é a remoção do tumor. O procedimento, antes feito por cirurgia aberta ou laparoscópica, já pode ser feito por robótica. A técnica reduz o tempo de recuperação e os riscos de sangramento. O procedimento é feito pelo cirurgião que comanda os braços de um “robô” a partir de um console como em um “videogame”.

Com a tecnologia, é possível ter visão tridimensional do campo cirúrgico. As pinças que ficam nos braços do robô são extremamente pequenas facilitando o acesso a microestruturas. O Dr. Coelho explica que, com a evolução da cirurgia robótica, ele e sua equipe desenvolveram uma abordagem que reduz os casos de incontinência urinária nos pacientes para 2% e a maioria conseguiu recuperar a função sexual (86%).

Ultrassonografia de alta intensidade (HIFU)

É um equipamento que também mostra imagens tridimensionais da próstata, mas permite a destruição do tumor por meio de energia térmica, preservando as áreas sadias da glândula. Para o paciente, o procedimento é minimamente invasivo, permitindo alta hospitalar no mesmo dia e reduzindo os efeitos colaterais como incontinência e impotência. “O tratamento é inovador e fomos uma das primeiras instituições a fazer o procedimento” explica o médico.

O paciente passa por anestesia geral e, com a ajuda de imagens de ressonância magnética previamente realizadas, o cirurgião delimita as regiões da próstata a serem tratadas.

Muitos homens, por preconceito e desconhecimento, têm medo de fazer os exames periódicos, mas o acompanhamento frequente é a melhor arma no combate à doença que, na fase inicial, não apresenta sintomas. O diagnóstico do câncer de próstata é feito por exames de dosagem do Antígeno Prostático Específico (PSA), moléculas que, em alta dosagem no organismo, podem indicar câncer de próstata e, principalmente, o exame de toque retal. O Dr. Coelho recomenda que os exames são feitos periodicamente a partir dos 50 anos. “Para casos em que existe histórico familiar da doença, o acompanhamento deve começar mais cedo, mas deve ser avaliado pelo médico” conclui o especialista.

 

Sobre o Hospital 9 de Julho
Fundado em 1955, em São Paulo, o Hospital 9 de Julho tornou-se referência em medicina de alta complexidade com destaque para as áreas de Neurologia, Oncologia, Onco-hematologia, Gastroenterologia, Endoscopia Digestiva, Ortopedia, Urologia e Trauma. Possui um Centro de Medicina Especializada com atendimento em mais de 50 especialidades e 14 Centros de Referência: Centro de Dor e Neurocirurgia Funcional; Rim e Diabetes; Cálculo Renal; Cardiologia; Oncologia; Gastroenterologia; Controle de Peso, Infusão, Medicina do Exercício e do Esporte; Reabilitação; Clínica da Mulher; Longevidade, Doenças Inflamatórias Intestinais (CDII) e Trauma.

Tem Cura
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.